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Bolsa recua 1,65% em meio a tensões no Oriente Médio; dólar se mantém próximo de R$ 5

Ibovespa tem maior queda desde abril e petróleo volta a ultrapassar 100 dólares; influência internacional dita movimentação do mercado.

23/04/2026 às 11:37
Por: Redação

A instabilidade provocada por acontecimentos recentes no Oriente Médio gerou um cenário de cautela nos mercados financeiros brasileiros nesta terça-feira. O principal índice da B3, o Ibovespa, encerrou o pregão com queda de 1,65%, atingindo 192.888 pontos – o menor patamar desde 8 de abril deste ano.

 

O movimento de baixa foi atribuído, principalmente, à realização de lucros por parte de investidores, que optaram pela venda de ações após altas anteriores, buscando garantir ganhos recentes em meio ao aumento das incertezas do ambiente geopolítico internacional. A retração foi acentuada pela influência negativa dos papéis de bancos e empresas mineradoras, ambos setores com peso significativo na composição do índice.

 

Em contrapartida, companhias ligadas ao segmento de energia contribuíram para moderar as perdas do dia, acompanhando a valorização do petróleo no exterior. Ainda assim, o saldo final permaneceu negativo, refletindo também a diminuição do ingresso de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, fator que colaborou para enfraquecer o Ibovespa.

 

Variação cambial acompanha incertezas externas

O dólar comercial à vista terminou praticamente estável em relação ao real, com recuo marginal de 0,01%. A cotação fechou o dia em 4,974 reais, mantendo-se no menor nível registrado desde 25 de março de 2024. Apesar da leve oscilação negativa no encerramento, a moeda norte-americana apresentou variação ao longo do pregão, influenciada pelo clima de apreensão dos investidores diante das incertezas no contexto internacional, sobretudo em razão do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

 

No acumulado do ano, a moeda dos Estados Unidos já apresenta retração de 9,39% frente ao real, sinalizando valorização da moeda brasileira. Esse movimento decorre do fluxo de capitais externos e da diferença entre as taxas de juros praticadas no Brasil e nos mercados internacionais.

 

Petróleo dispara e supera barreira dos 100 dólares

Os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a registrar expressiva elevação nesta terça, superando novamente a marca dos 100 dólares por barril. O barril do tipo Brent, referência global, encerrou o dia cotado a 101,91 dólares, com avanço de 3,5%. Já o barril WTI, referência do Texas, teve alta de 3,66%, atingindo o valor de 92,96 dólares.

 

A forte valorização do petróleo foi impulsionada pela persistência de tensões no Oriente Médio, especialmente pela incerteza quanto à continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã e pela ocorrência de novos incidentes na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

 

Mesmo com o anúncio da prorrogação do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump, o ambiente permanece instável, o que sustenta a pressão altista sobre os preços da commodity.

 

Com informações da Reuters

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