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Justiça italiana mantém apoio à extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Ex-deputada permanece presa em Roma enquanto Justiça italiana aprova mais um pedido de extradição solicitado pelo Brasil

16/04/2026 às 22:10
Por: Redação

A Corte de Apelação de Roma, localizada na Itália, emitiu nesta quinta-feira, 16, mais uma decisão favorável ao pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A solicitação para que ela volte ao Brasil partiu do governo brasileiro após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em decisão anterior, o tribunal italiano já havia aprovado a extradição em relação à condenação de Zambelli pelo episódio de invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), fato ocorrido no ano de 2023. Agora, os magistrados da corte estenderam o entendimento positivo também para uma segunda condenação, relacionada ao porte ilegal de arma de fogo. Nesta segunda ação, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão.

 

A condenação por porte ilegal de arma de fogo tem origem em um episódio registrado em outubro de 2022, quando Zambelli sacou uma arma em via pública, numa rua em São Paulo. Na ocasião, ela perseguiu um homem que havia feito críticas a ela. A situação ocorreu poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial daquele ano.

 

A ex-deputada, que atualmente alega estar sendo vítima de perseguição política, já interpôs recurso contra a primeira decisão da corte italiana que autorizou sua extradição. O mesmo procedimento pode ser aplicado à segunda decisão favorável à extradição, já que ainda cabe recurso.

 

Processo de saída do país e situação atual

 

Portadora de passaporte italiano, Carla Zambelli deixou o Brasil em junho do ano anterior, atravessando a fronteira terrestre em direção à Argentina, posteriormente seguindo para a Itália. Sua saída se deu antes que o STF decretasse sua prisão.

 

Após sua chegada à Itália, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição para que Zambelli retornasse ao Brasil. No mês de julho do ano passado, ela foi presa em Roma. Desde então, seus pedidos para responder em liberdade ao processo sobre a extradição foram negados, e ela permanece detida no presídio de Rebibbia, situado na capital italiana.

 

Mesmo que as decisões judiciais da corte italiana sejam confirmadas em todas as instâncias, a palavra final sobre a extradição caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.

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