A agência de notícias Fars, do Irã, divulgou que dois mísseis atingiram uma embarcação de guerra dos Estados Unidos nas proximidades de Jask, no Golfo de Omã, nesta segunda-feira (4), após o navio ter supostamente ignorado advertências iranianas. A Marinha iraniana também afirmou ter bloqueado a passagem de navios de guerra "americano-sionistas" pelo Estreito de Ormuz. No entanto, uma autoridade de alto escalão norte-americana, citada por um repórter do site Axios, negou veementemente que qualquer embarcação dos EUA tenha sido atingida por mísseis iranianos. A Reuters informou que não foi possível verificar as alegações de forma independente.
As forças iranianas já haviam emitido alertas no mesmo dia, proibindo a entrada de militares dos EUA na importante hidrovia. Essa advertência surgiu após declarações do presidente Donald Trump, que indicou que os Estados Unidos "guiariam" navios que estivessem retidos no Golfo devido ao conflito com o Irã. Trump não forneceu detalhes extensos sobre essa iniciativa, que visava auxiliar embarcações e suas tripulações confinadas na hidrovia, enfrentando escassez de alimentos e outros suprimentos após mais de dois meses de conflito.
Em uma postagem no domingo em seu site Truth Social, o presidente Trump havia declarado:
"Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios"
Diante da situação, o comando unificado do Irã emitiu um aviso aos navios comerciais e petroleiros, instruindo-os a evitar qualquer deslocamento que não estivesse em coordenação com as forças militares iranianas. Ali Abdollahi, líder do comando unificado, enfatizou em um comunicado:
"Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas"
Ele acrescentou uma advertência clara:
"Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."
O bloqueio imposto pelo Irã desde o início do conflito tem afetado quase todas as embarcações que transitam pelo Golfo, com exceção de seus próprios navios. Essa medida resultou na interrupção de aproximadamente um quinto das remessas globais de petróleo e gás, provocando um aumento de 50% ou mais nos preços desses produtos.
Em contrapartida, o Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos, que mantém um bloqueio naval sobre os portos iranianos como forma de pressão contra Teerã, anunciou seu apoio à missão de resgate. Essa iniciativa contaria com a participação de 15 mil militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones. O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, declarou em nota:
"Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval"