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Lula destaca liderança brasileira em biocombustíveis e critica regras da União Europeia

Em encontro econômico na Alemanha, presidente ressalta eficiência do etanol de cana-de-açúcar e alerta para impacto de novas normativas europeias.

20/04/2026 às 15:34
Por: Redação

Em visita à Alemanha nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a vanguarda do Brasil no setor de biocombustíveis, ao mesmo tempo em que teceu críticas às diretrizes ambientais recentemente adotadas pela União Europeia (UE). As declarações foram proferidas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na cidade de Hanôver.

 

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.


 

O chefe de Estado brasileiro enfatizou que o segmento de transportes representa um dos maiores desafios para a descarbonização no continente europeu. Mesmo diante desse cenário, a União Europeia está atualmente em processo de revisão de sua regulamentação sobre biocombustíveis, com propostas que, segundo ele, desconsideram as práticas de sustentabilidade aplicadas no uso do solo brasileiro.

 

Lula também relembrou que, em janeiro, foi implementado um "mecanismo unilateral" para o cálculo de carbono. Este sistema, conforme apontou, não leva em conta o baixo índice de emissões inerente ao processo produtivo do Brasil, que se baseia em fontes de energia renováveis.

 

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, completou.


 

Visão de Desenvolvimento e Oportunidades

 

O presidente reiterou o anseio do Brasil em transcender a condição de país em desenvolvimento e alcançar o patamar de nação desenvolvida. Ele assegurou que o país não desperdiçará as oportunidades apresentadas pela transição energética global, convidando investidores estrangeiros a buscarem o Brasil.

 

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu.


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