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Transplante de membrana amniótica é incorporado ao SUS para tratar diabetes

Mais de 860 mil pessoas devem ser beneficiadas anualmente com nova tecnologia nos serviços do SUS

16/04/2026 às 21:21
Por: Redação

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão do procedimento de transplante da membrana amniótica no Sistema Único de Saúde (SUS) como parte do tratamento para diabetes e distúrbios oculares. A decisão segue recomendação favorável emitida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

Segundo comunicado da pasta, a nova tecnologia passa a ser indicada para intervenções relacionadas a feridas crônicas, tratamento do chamado pé diabético e para alterações nos olhos. A expectativa divulgada pelo ministério é de que mais de 860 mil pacientes possam receber este novo tipo de atendimento anualmente.

 

Características e aplicação da membrana amniótica

 

A membrana amniótica, que é um tecido extraído durante o parto, é utilizada na medicina regenerativa e é reconhecida por suas propriedades anti-inflamatórias e de cicatrização. Essas características proporcionam diminuição de complicações no manejo de diversas doenças.

 

Para pacientes com pé diabético, por exemplo, utilizá-la pode resultar em um processo de cicatrização de feridas até duas vezes mais veloz em comparação aos curativos tradicionais. No âmbito do SUS, esse recurso já vinha sendo empregado no tratamento de queimaduras extensas desde o ano de 2025.

 

Em situações que envolvem alterações oculares, abrangendo regiões como as pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, a membrana auxilia tanto na regeneração de feridas quanto na diminuição da dor sentida pelo paciente, além de contribuir para uma recuperação mais eficiente da superfície dos olhos.

 

"O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea", destaca o ministério.


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