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USP: Estudantes e funcionários cobram melhorias em moradia e bolsas

Paralisação, que inclui mais de 120 cursos e servidores, exige fim de cortes em programas de permanência estudantil e combate à precarização dos serviços.

24/04/2026 às 06:07
Por: Redação

A Universidade de São Paulo (USP) foi palco de uma manifestação organizada por estudantes nesta quinta-feira, dia 23, que exigiram a implementação de políticas mais eficazes para a permanência estudantil. As principais pautas incluíam melhorias nas condições de alimentação e moradia, além de um reajuste nos valores das bolsas concedidas aos alunos.

 

O Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP) foi o responsável pela organização do ato, que percorreu as vias adjacentes ao campus Butantã da instituição.

 

A mobilização estudantil faz parte de um movimento de greve iniciado em 15 de maio, motivado por cortes nos programas de bolsas acadêmicas, a escassez de vagas em moradias estudantis e deficiências no abastecimento de água. A paralisação já impacta mais de 120 cursos e abrange, no mínimo, cinco dos dez campi da universidade.

 

Paralelamente, os funcionários da USP também aderiram à greve, manifestando-se contra a deterioração de seus salários, a crescente adoção de políticas de terceirização e a precarização dos serviços prestados nos restaurantes universitários, além de condições sanitárias inadequadas.

 

A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil.

 

Júlia Urioste, coordenadora-geral do DCE Livre da USP e estudante de Artes Cênicas, enfatizou que a justificativa da universidade sobre a falta de recursos é a mesma apresentada para a greve dos funcionários. Ela argumentou que, apesar da alegação de ausência de verbas, existem fundos direcionados a outras áreas consideradas questionáveis, reforçando a necessidade de priorizar o investimento na permanência dos estudantes.

 

Uma das principais reivindicações dos alunos é o estabelecimento de uma mesa de negociações direta com a reitoria para discutir e buscar soluções para as demandas apresentadas.

 

Uma nova mobilização está programada para esta sexta-feira, dia 24, no período da manhã. A ação ocorrerá dentro do campus Butantã e incluirá protestos direcionados à reitoria da instituição.

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