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Cuba cobra fim do embargo em reunião com delegação dos EUA em Havana

Diplomatas cubanos reforçaram pedido pelo fim do embargo energético em reunião com representantes americanos na capital de Cuba

21/04/2026 às 12:25
Por: Redação

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou nesta segunda-feira, dia 20, que representantes do governo cubano e dos Estados Unidos participaram de um encontro recente em Havana, capital da ilha. A informação foi confirmada por Alejandro García, diretor-geral adjunto para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores cubano, em declarações ao jornal Granma.

 

Segundo García, a delegação dos EUA era composta por secretários-adjuntos do Departamento de Estado norte-americano, enquanto do lado cubano estiveram presentes autoridades no nível de vice-ministro das Relações Exteriores.

 

Durante a reunião de trabalho, os diplomatas de Cuba priorizaram a solicitação para que o governo dos Estados Unidos suspenda o embargo energético imposto contra o país caribenho. O encontro foi classificado por García del Toro como respeitoso e profissional, e ele reforçou que "nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, como foi mencionado pela mídia americana".

 

De acordo com o representante oficial, essas reuniões são realizadas com discrição devido à sensibilidade dos assuntos abordados na agenda bilateral entre as duas nações.

 

O principal foco da representação cubana foi a demanda pelo término do embargo energético que restringe o fornecimento de combustíveis ao país.

 

“Eliminar o bloqueio energético contra o país era uma prioridade máxima para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é uma punição injustificada para toda a população cubana. É também uma forma de chantagem em escala global contra Estados soberanos, que têm todo o direito de exportar combustível para Cuba, de acordo com os princípios do livre comércio”, enfatizou.


 

Restrições e impacto para Cuba

 

Desde 29 de janeiro, o então presidente norte-americano Donald Trump intensificou o bloqueio vigente contra Cuba por meio de uma ordem executiva que declarou estado de emergência nacional, considerando a maior das Antilhas como uma ameaça incomum e extraordinária à segurança dos Estados Unidos.

 

A medida autoriza Washington a adotar sanções contra países que tentam fornecer petróleo a Cuba, seja de maneira direta ou indireta, o que tem provocado escassez de combustível e afetado o cotidiano da população local.

 

O governo cubano reafirmou sua disposição de manter o diálogo com as autoridades norte-americanas, desde que as conversas ocorram de forma respeitosa e sem qualquer tipo de interferência nos assuntos internos do país.

 

Perspectiva para o diálogo bilateral

 

Em entrevista recente ao veículo de comunicação americano Newsweek, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que é possível avançar em negociações com os Estados Unidos para alcançar acordos em áreas como ciência, questões migratórias, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes.

 

Ele destacou que o diálogo deve ocorrer "em termos de igualdade" e sempre com total respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional.

 

Mais tarde, em entrevista ao programa Meet the Press da NBC News, Díaz-Canel afirmou: "Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA."


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