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Igreja de São Jorge em Quintino ganha status de santuário

Celebração ocorreu no Dia do Santo Guerreiro, marcando uma importante etapa de fé e devoção para a comunidade católica carioca.

23/04/2026 às 23:57
Por: Redação

A comunidade católica do Rio de Janeiro celebrou uma importante decisão nesta quinta-feira, dia 23, data em que se comemora o Dia de São Jorge. A Igreja Matriz dedicada ao santo, localizada no bairro de Quintino, na zona norte da capital fluminense, foi oficialmente elevada à categoria de santuário.

 

A solenidade que oficializou a mudança de status ocorreu durante a missa das autoridades, realizada na manhã do mesmo dia. A celebração foi presidida pelo Cardeal Dom Orani Tempesta. A administração do templo expressou sua alegria e gratidão através de uma mensagem divulgada em suas plataformas digitais.

 

Um marco de fé, devoção e reconhecimento de toda a caminhada do nosso povo, que há anos mantém viva a chama de São Jorge em Quintino. Hoje, mais do que nunca, celebramos essa conquista com o coração cheio de gratidão e esperança!

Conforme publicado no perfil da igreja no Instagram.

 

Na doutrina da Igreja Católica, a designação de santuário é um reconhecimento especial outorgado por um bispo a um templo. Essa concessão se dá em virtude da relevância religiosa do local, da frequência de peregrinações ou de uma devoção particular dedicada a ele.

 

A história da paróquia teve seu início formal em 1945. Naquele ano, Dom Jaime de Barros Câmara, que ocupava o cargo de arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, foi o responsável por nomear o primeiro pároco da então Paróquia de São Jorge, o padre Carmelo Loréfice.

 

De acordo com informações da própria instituição religiosa, a devoção a São Jorge na região teve seu nascedouro com um grupo de senhoras. Elas se encontravam diariamente, ao final da tarde, para a reza do terço em uma varanda situada em uma das residências da Rua Clarimundo de Melo, local que hoje abriga o santuário.

 

A devoção das mulheres inspirou um português que, ao presenciar a prática, decidiu trazer de sua terra natal uma imagem de São Jorge e a ofertou às devotas.

 

Algum tempo depois, foi adquirido o terreno onde foi construída a capela para São Jorge, muito simples e pobre no alto do monte de difícil acesso, pois 54 degraus estreitos nos levavam à porta principal da capela.

Esse relato detalha a própria paróquia sobre a edificação do espaço.

 

O Santo Guerreiro no Rio

 

O Dia de São Jorge possui um reconhecimento cívico significativo no estado do Rio de Janeiro, sendo celebrado como feriado desde o ano de 2008. Além disso, em 2019, o santo foi oficialmente instituído como padroeiro do estado fluminense.

 

Tradicionalmente, São Jorge é reverenciado como protetor de diversas categorias, incluindo cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. No âmbito do catolicismo romano, que congrega a maior parte dos fiéis no Brasil, a figura do santo simboliza valores como coragem, proteção e a vitória do bem sobre o mal.

 

São Jorge figura entre os santos de maior popularidade na Igreja Católica, e sua veneração se estende a outras denominações cristãs, como a Igreja Anglicana e as igrejas Ortodoxas. Ele também desempenha um papel proeminente no sincretismo religioso, um processo caracterizado pela fusão de elementos de distintas tradições de fé em uma prática ou crença singular.

 

Dentro das religiões de matriz africana praticadas no Brasil, como a Umbanda e o Candomblé, São Jorge é comumente associado a Ogum, o orixá guerreiro, divindade do ferro e das batalhas. Em localidades específicas, a exemplo do estado da Bahia, a figura de São Jorge pode ainda ser relacionada a Oxóssi, o orixá da caça e da abundância.

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