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Lula critica ações no Oriente Médio e aponta prejuízos da guerra

Presidente afirma que impasse entre EUA e Irã poderia ter sido resolvido em 2010; população sentirá impacto nos preços.

21/04/2026 às 16:58
Por: Redação

Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a possibilidade de escalada de hostilidades no Oriente Médio, destacando que a demora em uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã agrava o cenário. Lula classificou o conflito na região como "guerra da insensatez", ao ressaltar que a situação poderia ter sido evitada.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

O presidente relembrou que as demandas dos Estados Unidos em relação ao programa de enriquecimento de urânio do Irã já foram alvo de um acordo firmado em 2010 por Brasil, Turquia e Irã. Segundo Lula, esse entendimento poderia ter evitado o impasse atual, mas não teve aceitação por parte dos Estados Unidos e da União Europeia.

 

Lula afirmou que, ao não aceitar o acordo estabelecido em 2010, as partes envolvidas enfrentam agora as consequências de decisões passadas, ainda discutindo questões que poderiam ter sido resolvidas naquele momento.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

O presidente também alertou para os impactos econômicos do conflito, ressaltando que os efeitos das decisões tomadas recaem sobre os trabalhadores e a população em geral. Lula destacou que aumentos nos preços de alimentos e combustíveis atingem diretamente o consumidor final, como quem compra carne, feijão e arroz, além de citar especificamente o caminhoneiro que será afetado pelo encarecimento do combustível.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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