A atenção sobre a hipertensão arterial, uma condição silenciosa e frequentemente hereditária, ganhou um novo enfoque neste domingo, dia 26, data dedicada à Prevenção e Combate à Hipertensão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a doença não é restrita a adultos e idosos, com um aumento preocupante de casos em adolescentes e crianças, que vêm apresentando alterações na pressão sanguínea.
O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, como uma enfermidade crônica caracterizada por níveis elevados de pressão nas artérias.
A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.
A pasta do Ministério da Saúde ressalta que a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para diversas complicações sérias de saúde, incluindo acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial, insuficiência renal e insuficiência cardíaca.
Ainda segundo informações do Ministério da Saúde, a predisposição genética é um fator relevante, com 90% dos casos de hipertensão arterial sendo herdados dos pais. Contudo, diversos elementos do estilo de vida podem influenciar significativamente os níveis de pressão arterial de um indivíduo. Entre eles estão:
Uma importante atualização no manejo da pressão arterial foi introduzida em setembro do ano anterior, por meio de uma nova diretriz brasileira. Esta nova orientação passou a considerar a medição de 12 por 8 não mais como uma pressão arterial normal, mas sim como um indicativo de pré-hipertensão.
O documento que estabeleceu essa reclassificação foi resultado de um trabalho conjunto entre a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão.
O propósito central dessa nova diretriz é permitir a identificação precoce de indivíduos que apresentam risco de desenvolver hipertensão. Ao classificar 12 por 8 como pré-hipertensão, busca-se incentivar a implementação de intervenções mais proativas, focadas em mudanças de estilo de vida e medidas não medicamentosas, com o objetivo de frear a progressão do quadro de pressão alta nos pacientes.
Para que uma aferição seja considerada normal, a pressão arterial deve, portanto, ser inferior a 12 por 8. Já os valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo categorizados como quadros de hipertensão, divididos em estágios 1, 2 e 3, de acordo com a avaliação realizada por um profissional de saúde em ambiente de consultório.
Os sinais da hipertensão arterial geralmente se manifestam apenas quando a pressão atinge níveis muito elevados. Nesta fase, o paciente pode experimentar sintomas como dores no peito, fortes dores de cabeça, tonturas, zumbido nos ouvidos, sensação de fraqueza, visão embaçada e episódios de sangramento nasal.
O Ministério da Saúde enfatiza que a aferição regular da pressão é o único método eficaz para diagnosticar a hipertensão arterial. A recomendação geral é que todos os indivíduos com mais de 20 anos de idade realizem a medição da pressão sanguínea ao menos uma vez por ano.
Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano.
Apesar de não possuir cura, a pressão alta é uma condição que pode ser tratada e controlada de forma eficaz, conforme informações da pasta. A escolha do método de tratamento mais adequado para cada paciente deve ser feita exclusivamente por um médico.
Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os medicamentos necessários para o tratamento da hipertensão arterial. Esses remédios podem ser acessados em unidades básicas de saúde (UBS) e também por meio do programa Farmácia Popular. Para retirar a medicação, é indispensável apresentar:
Além da adesão ao tratamento medicamentoso, o Ministério da Saúde ressalta a importância crucial de um estilo de vida saudável como medida preventiva e de controle da hipertensão. As orientações incluem: