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Ações de saúde do governo alcançam mais de 24 mil indígenas em regiões isoladas

Proadi-SUS amplia assistência, teleconsultas e projetos materno-infantis em diversos estados

16/04/2026 às 23:38
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa vinculada ao Ministério da Saúde, já registrou atendimento a mais de 24 mil indígenas situados em áreas remotas do Brasil.

 

Por meio dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, foram oferecidos atendimentos em saúde, incluindo serviços relacionados à gestação, treinamentos voltados à atuação em saneamento básico e realização de teleconsultas médicas.

 

As atividades do Proadi-SUS se desenvolvem em parceria com hospitais privados, que disponibilizam plataformas digitais para viabilizar a comunicação entre profissionais das Unidades Básicas de Saúde localizadas em territórios indígenas e centros médicos de menor porte nessas regiões.

 

Expansão do atendimento em diferentes regiões

Na região Norte do país, foi implantado o projeto TeleAMEs, sob responsabilidade do Hospital Israelita Albert Einstein, que instalou três pontos de telessaúde em unidades indígenas no estado de Rondônia. Nessas unidades, foram realizados atendimentos a 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Nos estados do Nordeste, a atuação do Proadi-SUS também resultou em avanços. Em Alagoas e Maranhão, 22 comunidades indígenas passaram a ser contempladas pelas ações do programa, o que possibilitou a realização de 256 teleconsultas e o atendimento a 178 pacientes. Essa iniciativa ocorre em colaboração com a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Na Paraíba e no Piauí, o hospital Hcor foi responsável por 822 teleconsultas com população indígena, alcançando um índice médio de resolução superior a 90%. Com isso, foram evitados 747 encaminhamentos para outros níveis de atenção à saúde.

 

Resultados em saúde materno-infantil e prevenção

Em Mato Grosso, o acompanhamento à saúde materno-infantil foi intensificado na área Xavante com o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Como resultado, a cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero atingiu 76% das mulheres, enquanto o monitoramento de gestantes ultrapassou 96% na região.

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