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Governo federal reconhece emergência após fortes chuvas em Belém

Portaria inclui também Ananindeua e permite solicitação de recursos para defesa civil; volume de chuva foi o maior em dez anos.

22/04/2026 às 22:31
Por: Redação

O governo federal decretou situação de emergência para a cidade de Belém, no Pará, em decorrência das chuvas intensas registradas no último final de semana, que resultaram em alagamentos em diversos bairros. Conforme informações da prefeitura, o número de pessoas afetadas pelos transtornos chegou a aproximadamente 42 mil, sendo considerado o maior episódio de inundação nos últimos dez anos na capital paraense.

 

O reconhecimento da emergência foi oficializado por meio de portaria publicada na terça-feira, 21 de abril, no Diário Oficial da União. A medida também se estende ao município de Ananindeua, situado na região metropolitana de Belém. Com essa medida, tanto Belém quanto Ananindeua passam a ter o direito de solicitar recursos junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para a execução de ações voltadas à defesa civil.

 

Durante as chuvas, o volume acumulado ultrapassou 150 milímetros em menos de 24 horas, valor classificado como extremo. O transbordamento de rios provocou alagamentos em vários bairros e resultou na perda de móveis e na invasão de água em residências de muitas famílias.

 

Logo após o desastre, as autoridades locais organizaram uma força-tarefa para prestar assistência imediata aos atingidos. Entre as ações implementadas estão a distribuição de cestas básicas e kits de higiene, além do cadastramento das famílias impactadas para futura concessão de benefícios sociais. Paralelamente, equipes atuaram para prevenir novas ocorrências de alagamento, com destaque para a desobstrução do Canal do Mata Fome, cuja vazão estava comprometida devido à presença de um lixão irregular que dificultava o escoamento das águas pluviais.

 

Atuação de equipes técnicas e próximos passos

 

Para apoiar as medidas emergenciais, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao MIDR, foi deslocada ao Pará. De acordo com o ministério, esses profissionais auxiliam prefeituras e órgãos de defesa civil locais no desenvolvimento dos procedimentos necessários para as etapas pós-desastre, incluindo a elaboração de planos de trabalho.

 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

 

Segundo o secretário, a fase seguinte envolve a construção de planos para a reconstrução e o restabelecimento das condições normais. Ele explicou que, à medida que o nível da água diminuir, será possível realizar o levantamento dos danos provocados pelas inundações e mensurar o impacto causado na infraestrutura pública.

 

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.

 

As informações sobre a ocorrência, assim como as ações desenvolvidas no local, contam com a participação de equipes de assistência social e com o envolvimento de técnicos enviados pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O objetivo é atender rapidamente as necessidades emergenciais e iniciar os procedimentos necessários para o restabelecimento das áreas afetadas.

 

Informações adicionais foram contribuídas por reportagem de telejornal transmitida na TV Brasil.

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