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Polícia Federal remove credencial de agente dos EUA após medida similar contra delegado brasileiro

Remoção de credenciais ocorre após governo dos EUA exigir saída de delegado da PF do país

22/04/2026 às 22:13
Por: Redação

A direção-geral da Polícia Federal decidiu cancelar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração norte-americano que estava lotado na sede do órgão em Brasília.

 

De acordo com a explicação da autoridade responsável, essa ação foi adotada como resposta direta à recente determinação do governo dos Estados Unidos, que exigiu a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, pertencente ao quadro da Polícia Federal, de território americano.

 

O procedimento foi confirmado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que esclareceu que a retirada das credenciais do agente norte-americano segue o princípio da reciprocidade diplomática. Durante participação em programa jornalístico, Andrei Rodrigues declarou:

 

"Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade."

 

A assessoria de imprensa da Polícia Federal foi acionada para confirmar oficialmente a informação e também para fornecer detalhes sobre a substituição do delegado Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres, mas até a conclusão desta reportagem não havia retorno oficial do órgão.

 

Contexto da decisão e antecedentes

 

Nesta semana, mais precisamente na segunda-feira, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos informou publicamente que havia solicitado a saída de um funcionário brasileiro, sem especificar nomes. O texto divulgado indica que o profissional é um delegado da Polícia Federal e que sua saída estaria relacionada à atuação no caso envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano.

 

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi preso na Flórida e permaneceu detido por dois dias, sendo liberado na quarta-feira anterior aos fatos relatados. No ano anterior, o Supremo Tribunal Federal havia condenado Ramagem a dezesseis anos de reclusão por participação em uma ação penal referente a uma tentativa de golpe.

 

Na terça-feira seguinte à solicitação feita pelos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou o episódio durante agenda oficial na Alemanha, ressaltando publicamente que a resposta brasileira estaria pautada pelo princípio da reciprocidade diplomática, em reação ao tratamento dispensado ao delegado brasileiro pelos norte-americanos.

 

“Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, afirmou Lula.

 

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